quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Londres em um dia!

Londres em um dia...


Bom, sai do hotel de Paris as 05:40 da manhã, peguei o metrô na estação próxima ao hotel e segui para a Gare du Nord, estação de onde sai o Eurostar, trem bala que chega à 315 km/h.

Graças ao eficiente metrô de Paris, em 15 minutos estava na estação Gare du Nord. Cheguei, tomei um cafezinho e as 07:10 a.m. embarquei rumo à Londres. Antes do embarque é obrigatório passar pelo controle de imigração (ainda na França), então tenha em mãos o passaporte e um comprovante de que você voltará à Paris, no meu caso eu tinha o bilhete de volta e não tive problemas, a oficial até foi bem simpatica.

O valor do bilhete não é tão barato, comparado com as low cost, mas vale a viagem, pois é um trem bala e ainda passa pelo canal da mancha, no eurotunel.
O Eurostar é um trem bonito, muito silencioso, tem vagão restaurante, e nesse horário estava bem vazio.


As 2 horas e 10 minutos de viagem passam bem rápido, nem deu tempo de dormir, pois quis aproveitar a paisagem. É muito legal passar pelo interior da França e Londres. Em breve tentarei colocar um vídeo feito dentro do Eurostar.

As 08:20 a.m. (hora local) chegamos à estação St. Pancras em Londres, é uma estação antiga muito bonita:


Londres possui a segunda maior malha metroviaria do mundo, além de muito eficiente. Dessa forma, para se locomover em Londres, nada melhor do que utilizar o metrô.

Primeiramente, compramos 10 tiquetes e seguimos em direção à estação Baker Street que fica ao lado do Museu de Cera da Madame Tussauds, saimos da estação, compramos umas lembracinhas ali pertinho e seguimos para a bilheteria.
O museu é bem legal, tem vários artistas que parecem de verdade, mas tem alguns como, por exemplo, o Pelé que não parece nem um pouco.

Saimos do museu, descemos na estação Waterloo e fomos rapidinho para a London Eye. A volta inteira dessa roda gigante demora 30 minutos, mas como ela é bem alta (135 metros de altura) a vista é linda, dá pra ver o Palacio de Buckingham, o Big Ben, o rio Tâmisa (foto abaixo).

Vista da London Eye!

Saimos da London Eye e seguimos a pé em direção ao Palácio, passando pela Westminster Bridge (foto acima) tiramos várias fotos do Big Ben, da Westminster Abbey (Ingreja emblemática do filme "Código Da Vinci") e do St. James Park, parque cheio de esquilos que fica ao lado do Palácio.

Ao ver o Big Ben você tem a certeza de que está em Londres, é muito bom ver pessoalmente algo que já tinha visto inúmeras vezes em filmes.

The Big Ben!


Chegamos ao Palácio, mas infelizmente não vimos a troca dos guardas, nem o Príncipe William (que pena). Após vistitarmos a lojinha de souvenirs, almoçamos em frente ao Palácio, andamos mais um pouco e voltamos para o metro.

Palácio de Buckingham!

Portão entre o Parque St. James e o Palácio!

Minha prioridade não era fazer compras, mas para quem desejar, nada melhor do que dar uma passadinha na New Bond Street, Old Bold Street ou na Oxford Street, nem que seja para ficar babando nas vitrines da Prada, Gucci, Tiffany, YSL, LV, Burberry, entre outras.

Saimos da estação London Bridge, passeamos sobre a ponte de mesmo nome e depois caminhamos à margem do Rio Tâmisa, entre a London Bridge e a Tower Bridge, ponte elevadiça que tem duas torres em suas extremidades. Essa ponte é bem antiga, foi construida em 1894, mas é muito bonita, além de ser uma das pontes mais famosas do mundo. Caminhar nessa região é bem agradável, possui pubs e vários escritórios.

Tower Bridge!


Após essa correria, voltamos à estação St. Pancras. Tomamos um café no Starbucks e descansamos um pouco até dar o horário de embarcar de volta à Paris. Achei bem legal um restaurante japonês, estilo Nakombi, com uma esteira gigante. Nessa estação tem lojinhas, mercadinho, farmácia e eu aproveitei para fazer umas últimas comprinhas na terra da rainha. Embarcamos rumo à Paris no horário marcado, pontualidade britânica. rsrs

Ainda não foi dessa vez:
- Ver a troca da guarda real;
- Ir ao Regent Park;
- Passear de barco no rio Tâmisa;

Dicas:
- Se for fazer um "bate e volta" de Paris à Londres, pegue o primeiro trem e volte no último, dessa forma será possível aproveitar bem;
- Vá com um calçado bem confortável;
- A melhor forma de andar em Londres é utilizando o metrô. Dá para ir para todos os lugares dessa forma;

- Leve uma mochila com uma blusinha leve e nada de muito peso;
- Faça como os londrinos, passeie em um dos parques.


Esse bate e volta foi bem corrido, mas valeu a pena e deu para conhecer praticamente tudo o que eu queria.
Como é prático andar de metrô em Londres. Sentirei falta! Sniff

"Mind the gap"

No próximo post falarei sobre Paris.
Até mais!

domingo, 14 de novembro de 2010

Meu antigo blog: http://blogpriscila.wordpress.com/

Para quem prefere o layout do Wordpress, meu blog antigo era o Blog Priscila, mas a partir de agora só publicarei neste do Blogger.

http://blogpriscila.wordpress.com/

Ele está melhor dividido do que o blogspot, mas sinceramente aqui as fotos estão mais definidas.
Vejo vocês por lá também!

sábado, 13 de novembro de 2010

Egito e seus fascínios! As pirâmides de Gizé!

O Egito é um lugar que sempre despertou o meu fascínio, uma história tão antiga e surpreendente que eu mal podia imaginar conhecê-lo. Assim, fui numa agência de viagem e comprei um pacote Dubai (EAU) com Cairo (Egito).


Primeiramente conheci Dubai, um lugar espetacular, que detalharei depois. Depois segui para Cairo, voando Emirates, não poderia ser melhor
.





Durante a viagem conheci um chinês gente boa (Cheng), que ficou toda a viagem conversando comigo e meu marido, num inglês um pouco difícil de entender, mas foi uma conversa muito legal, foram quase 3 horas de conversa e pude ter uma idéia de como os chineses pensam e sua cultura. Alias, conhecer culturas diferentes é uma das coisas que me faz gostar tanto de viajar.

Cheng (de roupa escura):



Ao descer do avião percebemos que estávamos em um país um pouco menos desenvolvido que o Brasil, mas até aí não tinha problemas. O aeroporto não tinha escadas rolantes e tinha aqueles aparelhos de matar mosquitos igual tinha nos açougues de antigamente.
O país é bem pobre, e era notável que a população (guias, motoristas, etc) estavam descontentes com o Governo de Mubarak, que estava a 40 anos no poder e não fazia nada em benefício da população.
Estava com o certificado internacional de vacinação contra febre amarela, mas em nenhum momento me foi solicitado.

Foto do trânsito de Cairo (extraída de um site de viagens):

Eu estava com receio, pois não falo árabe e só iria pegar o visto com o receptivo dentro do aeroporto. Ainda bem que deu tudo certo. Durante o traslado até o hotel conheci o guia, que só falava espanhol e a comunicação não foi tão fácil no começo.

De cara deu para perceber que o trânsito de lá era bem caótico, pois eles não respeitam a sinalização.

Veja um vídeo de quando estávamos dentro do carro, no centro de Cairo, dá para ver os pedestres passando entre os carros e os carros antigos. Dirigindo no Egito:
video

Chegando ao hotel, o guia fala em espanhol que seria adequado dar “una propina para el condutor”, isto é, uma gorjeta para o motorista. Eu não tinha nada contra dar gorjeta até visitar o Egito, ainda bem que descobri que não sou a única, um senhor quase bateu no carregador de mala que queria levar a mala para o outro lado da rua só para ganhar gorjeta.



Até no hotel, que era um resort um pouco afastado do centro, os carregadores de malas, camareira, garçons e jardineiros sempre davam um jeito de ganhar gorjeta. O carregador de mala ficou bravo, disse que aceitava dólar, euro, etc, mas eu não tinha mais trocado, pois tinha acabado de dar gorjeta para o motorista. Uma dica sobre o Egito é ficar num hotel bem localizado.
O camareiro chegava a ser engraçado, sempre que nos via trazia uma flor ou uma laranja para nos agradar e ser agradado, mas chagava a incomodar, pois todo hora que chagávamos perto da porta do quarto ele vinha para tentar ajudar. Sinceramente, irritou tanto a ponto de nos fazer querer pular a janela (estávamos no térreo). A moeda egípcia é a libra egípcia (Egyptian Pound).

Ficamos no hotel Intercontinental Pyramids Park Resort Cairo, mas não gostei muito de ficar nesse hotel, pois é muito afastado do centro, só fica perto das Pirâmides (mas só fui lá uma vez). Acabou sendo difícil me locomover já que no Egito os taxistas não falam inglês (diferente de Dubai). O hotel não está muito conservado, alguns detalhes de acabamento estavam quebrados e sujos. Como é um resort, tem vários restaurantes, mas não são inclusos na diária e achei um pouco caro, principalmente o refrigerante, que custava o triplo do que custava no centro de Cairo.

Fora isso, a piscina do Intercontinental Pyramids é maravilhosa (é enorme) e o café da manhã estava bom, tinha uma pessoa fazendo omeletes e panquecas, além de ter uma boa variedade de comida (melhor que os de Orlando, FL). Era possível fumar Narguile, mas não fumei. Na próxima ficarei no Hilton perto do Rio Nilo.

Nós, brasileiros somos um pouco enjoados (frescos) em relação à higiene, então podemos achar que os egípcios são um pouco relaxados, pois alguns jogam lixo no chão e não capricham tanto na limpeza dos locais públicos. Até nos restaurantes do hotel você pode perceber isso, mas não vamos generalizar pois existem egípcios maravilhosos, como o segundo guia que nos acompanhou.


Café-da-manhã:
O Egito é um dos países mais importantes do mundo árabe, oferece um mergulho na história, mas o que entristece é a pobreza e desigualdade social, mas apesar disso não se houve falar em assaltos. As mulheres devem evitar andar sozinhas, pois os homens não estão acostumados com as estrangeiras, pos nós olhamos diretamente nos olhos, sorrimos e conversamos com outros homens que não são nossos maridos, nós somos simpáticas e os egípcios confundem as coisas.
Abaixo foto da região central:

Em todo os lugares os egípcios puxam conversa, perguntam de onde você é, e quando falava que era do Brasil eles ficavam contentes, falavam de futebol e até dançavam (tentando sambar). Recomendaram-me não andar de mãos dadas com meu marido, mas depois de levar algumas cantadas resolvi andar agarrada com meu bem.

Passeios privativos
Não gostei muito dos passeios privativos, pois para todo lugar que íamos era um guia, um motorista, meu esposo e eu. Poderiam ter juntado os outros brasileiros que estavam pela mesma agência, pois caberia umas 8 pessoas no carro. Me arrependi de contratar os passeios no Brasil, pois se comprasse lá, iria com uma excursão, muito mais divertido e melhor para trocar experiências. O passeio para Alexandria vendido pelo receptivo da CVC custava 150 dólares por pessoa, já o vendido no hotel (indo em ônibus de excursão) custava 50 dólares. Fiquei chateada com a CVC. Nem sempre gosto de ir em ônibus de excursão, mas em um país com costumes tão diferentes dos nossos acaba sendo melhor estar com mais pessoas, para evitar ser enrolada.

As Pirâmides de Gizé ou Giza


O auge da minha estadia no Cairo foi sem sombra de dúvidas a visita às pirâmides, pois sempre ouvimos falar sobre a única maravilha do mundo antigo ainda remanescente, sem saber exatamente suas dimensões. Foi maravilho andar de camelo com um guia puxando, tirando fotos e falando “Smile”. Os camelos são muito altos, e andam dando uns trancos, pareciam que estavam mancando, mas são as patas afundando na areia. Meu camelo chamava-se Moises. Loved it!


Só para constar são três grandes pirâmides de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos), sendo que a maior delas tem aproximadamente 137 metros de altura, pois encolheu uns 9 metros com o passar do tempo (foi construída +ou- em 2500 a.C.). Cada pirâmide tem um conjunto de elementos para que seja considerada uma pirâmide egípcia, isto é, precisa ter um templo funerário, uma rampa, uma câmara mortuária e as pequenas pirâmides que são das rainhas.

Elas foram construídas com blocos enormes de pedra calcária e foram revestidas por mármore, mas só é possível ver um pouco desse revestimento no topo da pirâmide de Quéfren, que parece ser a mais alta já que foi erguida num terreno mais elevado.


A Esfinge também é algo bem imponente, já que foi feita a partir de um único bloco de pedra calcária e teria sido esculpida a mando do Faraó Quéfren, mas existem entendimentos de que ela seria muito mais antiga que seu reinado Quéops.


Subindo para chegar perto da esfinge:

Saindo de lá, fomos almoçar num restaurante estilo buffet (levados pelo guia) e depois da oração do guia seguimos para uma venda de perfumes, pois a elaboração de perfumes começou no Egito e algumas fragrâncias são exclusivas de lá (foi o que me disseram). Nessa perfumaria eles te servem a bebida típica de lá e depois de uma apresentação sobre os fragrâncias tentaram nos empurra a todo custo alguma. Elas são bem cheirosas, são óleos essências usados na elaboração de perfumes e muitas são parecidas com perfumes famosos. Eu, apesar de econômica, comprei seis fragrâncias, ganhei uns brindes, mas me arrependi mais tarde, pois devia ter levado somente a “Segredo do deserto”, que dizem ser afrodisíaca e responsável por fazer o faraó gostar mais de uma determinada rainha (se eu não me engano era a Nefertite quem usava e era a favorita do faraó).


Jantar no Rio Nilo
Pra variar, o guia veio com o motorista, Osama (ai que medo!) para levar eu e meu esposo para o jantar. Tinha um pouco de transito, o que é normal, mas como estávamos atrasados o Sr. Osama resolveu ir pela contramão, a 50 Km/h, numa ruasinha estreita.
Chegamos ao local, entramos num barco-restaurante para jantar no Rio Nilo (incluso no pacote). Primeiramente vimos o show de dança-do-ventre:

Teve também um show com um homem que ficava girando uma espécie de capa:
Enquanto jantávamos pudemos apreciar a vista a beira do Rio Nilo, são diversos hotéis, das melhores cadeias (Hyatt, Hilton, Sofitel, Sheraton, etc).

Khan el Khalili

É um bom lugar para ver artesanatos, lembrancinhas, mas não é muito convidativo para almoçar.
Estando no Egito lembre-se “Comprar é arte, pechinchar faz parte”. Alguns produtos chegam a 40% do preço inicial, percebia que estava pagando o preço certo quando eles ficavam com a cara triste. Lá tem que pechinchar mesmo, pois quando eles vêem o turista eles cobram um preço absurdo. Por um refrigerante, o vendedor cobrou 3 libras de um egípcio e 5 libras de mim. O comércio não usa etiquetas de preço nos produtos.
Os homens andam de mãos dadas, se co cumprimentam com beijos e na hoa do almoço fecham as portas das lojas para rezarem por uns 10 minutos, eles vão para a praça no khan el khalili (praça que sofreu um atentado logo depois que eu voltei).

A Mesquita de Mohamed Ali ou grande Mesquita de Alabastro


Já que 90% da população egípcia é muçulmana nada mais comum do que ver mesquitas espalhadas em todos os locais, visitei a Mesquita de Mohamed Ali, é bem grande e pode tirar fotos a vontade. É possível ver o túmulo de Mohamed Ali (não é o lutador). Um lugar bem interessante de se visitar. Não esqueça de tirar os sapatos ao entrar.













Museu do Cairo
Adorei! Muito legal poder ver famosa máscara dourada e os tesouros do rei Tu (Faraó Tutancamon), além de todos aqueles objetos antigos, pena não poder ver a própria múmia que se encontrava em outro local. Gostaria de ter passado mais tempo lá dentro, mas estava muito cansada. A foto abaixo quase não foi tirada, pois meu guia disse que ficaria com minha câmera porque lá dentro não é permitido tirar foto (pode não ser permitido, mas assim como no Louvre todo mundo tira foto), sorte que existem os celulares com câmera, só respeite e não usei flash lá dentro.

 

Tudo por dinheiro
Ainda nas pirâmides quis comprar umas lembrancinhas vendidas por ambulantes, mas o guia quase me arrastou pelo braço dizendo que eles são caríssimos e que iriam me enrolar, disse ainda que me levaria num lugar perfeito para tal. Sabe onde ele me levou? Numa joalheria! Bem que eu adoraria poder comprar mini pirâmides de ouro e prata para toda minha família, mas ainda não “estou podendo”. rsrs

Mais tarde descobri que o egípicios, devido à pobreza e aos costumes, são um pouco interesseiros, fazem tudo para ganhar um agradado, uma gorjeta e tentam levar vantagem em cima dos turistas, quando possível.

As Gorjetas ou “propina”: Como disse, não tinha problema em dar gorjeta, mas em todo lugar eles querem um “dinheinho”, até no banheiro do restaurante eles te dão o papel para secar a mão e depois abrem a mão para receber um agrado (pode?), o pior é que eles ficam na frente do rolo de papel para que só eles possam pegar. Um brasileiro do meu grupo se estressou com o carregador de malas que queria carregar a mala por 2 metros para depois receber a gorjeta (eles exageram um pouco).

Eles devem estar acostumados com os europeus, que são mão-aberta, pois ganham em euros (rsrs). Até o meu guia disse que seria de bom tom dar uma gorjeta para o guia (o próprio).

Conclusão:
Apesar dos perrengues, e diferenças culturais não me arrependi de ir ao Egito e, para falar a verdade, gostaria de voltar para aproveitar melhor sem me estressar.

DICAS:
O que fazer no Egito?
-Visitar o Museu do Cairo.
- Ver as Pirâmides.
- Andar de camelo nas pirâmides.
- Passear no Khan El Khalili.
- Conhecer a cidade de Menphis.


O que vestir no Egito?
-Eles estão bem acostumados com turistas, então precisa ter grandes preocupações, mas devemos usar o bom senso evitando o uso de decotes e roupas curtas (não há problemas em usar bermudas e blusinhas, afina quase semprel faz calor). Um detalhe é que as mulherres Para os homens não exitem ressalvas quanto ao que vestir, mas deve-se evitar demonstrações de carinhos em público.

Deixe para a próxima:
Se não for possível fazer tudo, deixe o Museu do Papiro para depois, a não ser que você ame a história da elaboração de papiro ou que tenha bastante tempo para aproveitar a cidade, pois eles tentarão te vender o papiro original por preços absurdos e eles não são minha idéia sonho de consumo. Que meu guia não me ouça, mas eu compraria nas lojinhas do Khan el Khalili. Bom, esta é minha opinião pessoal, não me levem a mal.

Para amantes de carro:
O transito do Egito é pior do que o de São Paulo, todos os carros tem batidinhas, então o melhor a fazer é alugar um carro com motorista que fale inglês.

Compras:
Compre lembrancinhas com os ambulantes, pois são ideais para quem quer levar pirâmides e canetas para toda a família. Produtos típicos são encontrados no Khan El Kalili.

Ainda não foi dessa vez:
Que visitei o farol de Alexandria nem o Canal de Suez.

No Egito, lembre-se:
- Fique num hotel do centro, é muito melhor para se locomover e comer em restaurantes conhecidos.
- Não se irrite com as gorjetas, tenha sempre uma moedinha em mãos ou simplesmente não peça ajuda e não dê.
- Pechinchar sempre, os preços podem cair pela metade.
- Para as mulheres, sempre é bom andar em grupo e de cabelo preso, pois quiseram tocar meu cabelo que é comprido.
- Compre lembrancinhas no mercado Khan El Kalili ou nas pirâmides.
- Não é compre fragrâncias de perfumes conhecidos (como 212 e Angel) compre os exclusivos do Egito (como o Segredo do Deserto). Eu me arrependi de comprar os conhecidos.
- Em outubro a temperatura estava bem agradável, uns 23º C, só um pouco frio para entrar na piscina.
- Vacine-se contra a Febre Amarela pelo menos 10 dias antes da viagem e leve o certificado internacional de vacinação junto ao passaporte caso lhe seja solicitado. Para ter o certificado basta levar sua carteira de vacinação válida, RG e CPF num posto da ANVISA (levei no posto do aeroporto de Congonhas).

Qualquer dúvida me perguntem...

As maravilhas de Dubai!

DUBAI

O cartão postal de Dubai, Burj al Arab!

Dubai se mostrou espetacular desde o aeroporto com aquele maravilhoso Duty free (que eu só consegui aproveitar na volta), tudo muito limpo e novo até suas ruas com asfalto impecável. O povo, sempre muito educado e a cidade é um canteiro de obras. Loved it! Abaixo estão os governantes locais:


Primeiramente, devo avisar que Dubai é bem quente, fui na época de Outubro e estava uns 35º C, mas fui informada que sempre é muito quente e pode chegar à 50 graus no auge do verão. O fuso horário de Dubai é de 7 horas a mais em relação à Brasília (GMT +4 ), mas pode ser de 6 horas a mais em nosso horário de verão. Sua moeda local é o Dirham (AED). Quanto ao visto de turismo, ele deve ser solicitado diretamente ao hotel que você ira se hospedar ou pela agência de turismo.
Apesar de quente, a cidade é toda gramada, cheia de irrigadores:

O tempo de vôo é de aproximadamente 15 horas, mas voando com o conforto da Emirates, dá para agüentar tranqüilamente, pois todos os assentos possuem telefone (5 dólares por minuto) e TV com vários filmes, jogos e seriados, mas se você não aguentar ficar parado (como é meu caso), faça como eu e vá conhecer a cozinha do avião ou fique conversando com a tripulação.

Os guindastes! Nossa, Dubai é um canteiro de obras e guindaste é algo que não falta por lá, toda esquina tem um prédio sendo erguido. Na foto é possível ser os trilhos do metrô.



A População de Dubai

A população, para falar a verdade, é formada por estrangeiros de diversas nacionalidades (somente 20% da população é de nativos), sendo a maioria Indianos, Filipinos e Paquistaneses, só é possível ter contato com os nativo em cargos de alto nível, que não trabalham diretamente com o público. Consegui conversar com uma nativa apenas no controle de passaporte, pois nos shopping encontrei muitos, mas eles não gostam de conversar com estrangeiros. Elas estão sempre com uma espécie de burca preta e os homens usam turbantes brancos ou vermelho xadrez, estão sempre limpos. Das mulheres só é possível ver as bolsas Louis Vuitton e os sapatos, pois o resto está coberto.

Alguns trabalhadores nos pontos de ônibus climatizados!

Os taxis de Duabi são carros bem luxuosos (diferente dos ladas e Fiat 147 do Egito), pintados de bege e rosa, em geral Corolla e Lexus, só perdem para as Mercedes de Paris. Até os carros de polícia são diferentes.

Eles estão espalhados por toda a cidade, são muuuuitos, mas mesmo assim não dão conta, pois o transporte público ainda é precário e só é usado pelos moradores. Em um dos dias, quando fomos ao shooping tivemos que esperar uns 40 minutos na rua por um táxi e vi pessoas que quase saíram no tapa. Depois descobri que era melhor solicitar um táxi executivo no próprio hotel.


Os taxistas são sempre simpáticos, mas alguns só falam o trivial em inglês, tornando a conversa impossível. Quando consegui me entender com um, ele fez um city tour conosco por apenas 70 AED (achei barato já que estavamos em cinco pessoas), foi contando sua história e nos levou à praia. Dessa forma você poderá conhecer a Palm Jumeirah.

Os carros também são todos luxuosos, uma boa parte são SUVs. Com tanto carrão é fácil alugar um carro dos sonhos, mas falarei sobre aluguel de super carros no post de Julho.
Porsche é carro comum:

City Tour por Dubai

Começamos o tour pela região de Deira, é uma região mais populosa, onde fica o Gold Souk, o Creek e o Hyatt Regency (lindo!).
O City tour incluso no pacote foi legal, pois pude entrar no Dubai Museum, ir ao Gold Souk, conhecer a mesquita, entrar em lojinhas diferentes, aprender sobre o lugar, além de ver o burj pela primeira vez. 

Dentro do museu vemos representações da Dubai de antigamente, na época em que era uma vila de pescadores, mergulhadores de pérolas e comerciantes beduínos:

No Gold Souk é possível comprar temperos, narguiles e jóias, mas tem que barganhar, a foto abaixo foi tirada enquanto atravessava o Creek de barco:


Gold Souk com suas inúmeras loja de jóias:

















Após visitar o Gold souk, o guia nos lovou num shopping de artesanato local, o "Saga World", com talhas, bolsas e mesas, tudo muito bonito e, na grande maioria, muito caro, mas comprei uma bolsa e uma toalha de mesa.

Shopping de Artesanato, a foto no interior do shopping não saiu boa pois foi tirada escondida:














Nesse mesmo City Tour passamos na única mesquita aberta para turistas, muito bonita, mas não foi possível entrar já que chegamos após o início do culto.

Mesquita:

Complexo Madinat

No terceiro dia (melhor de todos), após almoçar no Burj, por um pequeno extra (89 AED), o motorista do próprio Burj al Arab no levou ao complexo Madinat Jumeirah Resort, com aquele maravilhoso hotel Al Qasr. Esse hotel é simplesmente um luxo, com cavalos dourados na entrada, fossos entre os quartos, perfeito para uma lua-de-mel. Entrada do Al Qasr!

A foto abaixo é do hall de entrada do hotel, é o lugar mais bonito de Dubai, não deixe de conferir.

Canais do complexo Madinat, para sair do quarto é preciso esperar o barco que passa a cada 15 minutos, o local possui shopping, spa e restaurantes:

Fossos do Al Qsar!Após esse lindo hotel fomos á Palm Jumeirah (a única ilha em formato de palmeira que estava totalmente pronta). É surreal andar por essa ilha que foi totalmente construída pelo homem, pois ela avança uns 7 Km sobre o mar, alem de possuir túneis, prédios e hotéis enormes como o Atlantis the Palm:

Após o primeiro City Tour fomos almoçar no Hyatt Regency Dubai, que possui um restaurante giratório localizado no 25º andar do Hotel, o "Al Dawar". Durante o almoço, sentado à mesa, é possível ver toda a área ao redor do hotel, incluindo a Ilha Palm Deira que estava sendo construída.
Na foto abaixo é possível ver o restaurante giratório (revolving restaurant) do Hyatt, é a parte redonda:
O Almoço de lá estava melhor do que o do Burj al Arab e muito mais barato, em torno de 165 dirhams (mais ou menos 72 reais).

 Sobremesa, muito bonita, mas prefiro um cheesecake de morango: 



Burj al Arab
Para almoçar no Burj al arab é preciso pagar uma pequena fortuna (295 AED ou 126 BRL), tendo em vista que a comida não é tão boa assim, mas valeu a experiência. Pelo preço eles te pegam e te levam de volta ao hotel em que você estiver hospedado. O dress code para homens é camisa, calça e sapato fechado, nada de bermudas e tênis, para mulheres nada de roupas curtas. O traje típico de Dubai é aceito em qualquer lugar.
Almoçamos no restaurante do térreo, o Bab Yam, que fica ao lado da piscina. É um um restaurante estilo buffet. Ah! Os doces estavam deliciosos, é possível até comer uma sobremesa polvilhada com ouro:

Não é permitido tirar fotos na piscina do Burj al Arab, mas ela é muito bonita (apesar de pequena) e como pode ser visto na foto abaixo, tem o mar das arábias ao fundo:

Bom, o hotel é lindo, tudo folheado a ouro, a piscina tem vista para o mar, tem um elevador panorâmico, mas o melhor é o restaurante lá de cima, pois a vista é muito bonita. O chão é lindo, com pastilhas que formam tapetes, até o interior dos elevadores é bonito. Subimos para conhecer o restaurante do andar mais alto, mas não foi possível tirar fotos.

O piso do 2º andar:

Foto tirada no elevador panorâmico, ele é bem rápido e infelizmente não pára quando chega em cima (ele sobe e desce em uns 15 segundos):

No estacionamento tem até um lamborguini gallardo para uso dos hóspedes e o traslado para os hóspedes é feito em limousines Rolls-Royce Phantom.


Os Shoppings!
Gostei do Mall of the Emirates onde está a maior pista de ski indoor, mas não é possível conhecer todos os shoppings, pois são mais de 40. O melhor a fazer é escolher algum que você se identifique mais, seja pelas grifes, pelos eletrônicos, etc... Na foto abaixo dá para ver a praça de alimentação do Al Ghurair City, que fica na região de Deira. 
Estacionamento do Mall of the Emirates! Na área VIP, somente carros luxuosos como esse audi R8 Branco ou um Bugatti Veyron cromado. Ostentar é tudo para eles!

Ski Dubai! Acho um pouco difícil esquiar usando os trajes típico, mas eles se viram muito bem.


Safari no Deserto de Dubai
O motorista, um paquistanês que mora em Dubai há 30 anos e dirige muito bem, nos pegou no hotel com um Toyota Land Cruiser com o interior todo reforçado (mais tarde descobri o motivo), pegamos outras pessoas, passamos pelo shopping China, esvaziamos os pneus e adentramos o deserto. Achei que fosse tranqüilo, mas ele fez umas manobras, o carro pulava, nós tínhamos que segurar nas barras de reforço, e haja adrenalina (pareceu o passeio de buggy nas dunas de Genipabú no Rio Grande do Norte.
Pude até ver um lindo pôr-do-sol no deserto de Dubai:

No meio de deserto tinhas umas tendas nos esperando para um jantar, tinha shisha (narguile), bebida, comidas típicas e dança-do-ventre, tudo à vontade. Tinha umas mesas e almofadas:

O Safari é bem interessante, além do que já mencionei, tinha quadriciclos (moto quatro em Portugal) e passeio à camelo, mas eu não quis passar a noite lá, dizem que fica bem frio durante a noite.

O mar das arábias
Para ter acesso á uma das praias de Dubai, é preciso entrar num parque (o valor é barato +ou- 2 AED), lá tem banheiro e uma pequena lanchonete.
O mar tem uma cor linda, sem falar na temperatura maravilhosa. A areia é branquinhas, mas não existe uma infra-estrutura muito boa, pois é sempre meio vazio. Lá só tem turista, pois as nativas freqüentam praias particulares para mulheres, assim não existe problema em usar nosso biquinis, mas já aviso que os homens olham. Por respeito às mulheres, não é permitido tirar foto na areia.

O mar da arábias:

Xeique Zayid Road
A avenida mais importante de Dubai com seus arranha-céus, entre eles o Burj Khalifa, o maior edifício do mundo com 828 metros de altura, mas na época da foto não tinha a altura divulgada.



Dubai, por ser uma cidade islâmica, possui leis muito rígidas, não sendo permitido beijar em público, lá é tudo muito seguro, mas nunca é bom abusar, principalmente se você for mulher e estiver sozinha. Para garantir o cumprimento da lei, existem muitas viaturas espalhadas pela cidade:


Cheguei em São Paulo querendo voltar, mas na próxima quero conhecer Abu Dhabi e o parque Ferrari World.

DICAS DE DUBAI:

O que fazer em Dubai?
-Passeio de carro (safári) com jantar no deserto.
-Almoçar ou pelo menos visitar o Burj al Arab.
-Alugar um super carro.
-Sobrevoar as ilhas de Helicóptero.
-Almoçar no restaurante giratório do Hyatt.
-Pagar para um taxista fazer um City Tour com você e conhecer os hotéis próximos ao burj al arab e não deixe de conhecer o Complexo Jumeirah.
-Conhecer o Gold Souk ou Mercado do Ouro no Creek.
-Passear de barco ou ao menos entrar no maravilhoso mar das arábias.
-Visitar o museu sobre a história de Dubai.
-Entrar na Mesquita aberta a estrangeiros, vá na parte da manhâ.
-Ir aos shoppings e comprar, comprar e comprar, pois tudo é muito barato.
-Conhecer o bar feito de gelo.

O que vestir em Dubai?
Como os mulçumanos são muito conservadores é recomendado cobrir os ombros e não andar de roupas curtas nem decotadas.

Imperdível: Ver o Burj al Arab e conhecer a Palm Jumeirah, uma ilha artificial que possui até túneis.

Deixe para a próxima: Se não for possível fazer tudo (nunca é), não perca tanto tempo indo à todos os shoopings, vá no Mall of the Emirates para ver a pista de Esqui ou vá a algum que você se identifique mais (mais griffes, mais eletrônicos, etc...).

Para amantes de carro: O transito de Dubai é tranqüilo e apesar de serem apressados eles respeitam os semáforos e a sinalização. Aproveite o excelente asfalto e alugue uma super um carro, ou melhor, alugue uma máquina (BMW, Porsche, Ferrari ou até que sabe um Lamborguini), pois lá é possível. Falarei disso em outro post.

Compras em Dubai: compre lembrancinhas na região do Creek, em Deira. Aproveite as grifes do shoppings e as câmeras fotográficas, mas não vale a pena comprar Iphone.

Ainda não foi dessa vez: Que visitei o Burj de Dubai ou Burj Khalifa, pois não estava pronto. Também não tive tempo para esquiar (snif).

Em Dubai, lembre-se:
- Ficar num hotel em Deira é bom, já que existem diversos lugares para ir a pé, já que os táxis, apesar de numerosos, podem ser muito concorridos em Dubai, mas se puder ficar nos super hotéis, aproveite.
- Pechinchar nem sempre é possível, pois tudo tem o preço etiquetado, mas nos souks é possível.
- Para as mulheres, é bom cobrir os ombros e não faça demonstrações de carinho na rua, pois pode ser considerado ato obsceno, passivo de prisão.
- Em outubro a temperatura estava bem quente, uns 40º C, então leve roupas leves e protetor solar.
- Acorde cedo para aproveitar bem.