sábado, 13 de novembro de 2010

Egito e seus fascínios! As pirâmides de Gizé!

O Egito é um lugar que sempre despertou o meu fascínio, uma história tão antiga e surpreendente que eu mal podia imaginar conhecê-lo. Assim, fui numa agência de viagem e comprei um pacote Dubai (EAU) com Cairo (Egito).


Primeiramente conheci Dubai, um lugar espetacular, que detalharei depois. Depois segui para Cairo, voando Emirates, não poderia ser melhor.





Durante a viagem conheci um chinês gente boa (Cheng), que ficou toda a viagem conversando comigo e meu marido, num inglês um pouco difícil de entender, mas foi uma conversa muito legal, foram quase 3 horas de conversa e pude ter uma idéia de como os chineses pensam e sua cultura. Alias, conhecer culturas diferentes é uma das coisas que me faz gostar tanto de viajar.

Cheng (de roupa escura):



Ao descer do avião percebemos que estávamos em um país um pouco menos desenvolvido que o Brasil, mas até aí não tinha problemas. O aeroporto não tinha escadas rolantes e tinha aqueles aparelhos de matar mosquitos igual tinha nos açougues de antigamente.
O país é bem pobre, e era notável que a população (guias, motoristas, etc) estavam descontentes com o Governo de Mubarak, que estava a 40 anos no poder e não fazia nada em benefício da população.
Estava com o certificado internacional de vacinação contra febre amarela, mas em nenhum momento me foi solicitado.

Foto do trânsito de Cairo (extraída de um site de viagens):

Eu estava com receio, pois não falo árabe e só iria pegar o visto com o receptivo dentro do aeroporto. Ainda bem que deu tudo certo. Durante o traslado até o hotel conheci o guia, que só falava espanhol e a comunicação não foi tão fácil no começo.

De cara deu para perceber que o trânsito de lá era bem caótico, pois eles não respeitam a sinalização.

Veja um vídeo de quando estávamos dentro do carro, no centro de Cairo, dá para ver os pedestres passando entre os carros e os carros antigos. Dirigindo no Egito:
video

Chegando ao hotel, o guia fala em espanhol que seria adequado dar “una propina para el condutor”, isto é, uma gorjeta para o motorista. Eu não tinha nada contra dar gorjeta até visitar o Egito, ainda bem que descobri que não sou a única, um senhor quase bateu no carregador de mala que queria levar a mala para o outro lado da rua só para ganhar gorjeta.



Até no hotel, que era um resort um pouco afastado do centro, os carregadores de malas, camareira, garçons e jardineiros sempre davam um jeito de ganhar gorjeta. O carregador de mala ficou bravo, disse que aceitava dólar, euro, etc, mas eu não tinha mais trocado, pois tinha acabado de dar gorjeta para o motorista. Uma dica sobre o Egito é ficar num hotel bem localizado.
O camareiro chegava a ser engraçado, sempre que nos via trazia uma flor ou uma laranja para nos agradar e ser agradado, mas chagava a incomodar, pois todo hora que chagávamos perto da porta do quarto ele vinha para tentar ajudar. Sinceramente, irritou tanto a ponto de nos fazer querer pular a janela (estávamos no térreo). A moeda egípcia é a libra egípcia (Egyptian Pound).

Ficamos no hotel Intercontinental Pyramids Park Resort Cairo, mas não gostei muito de ficar nesse hotel, pois é muito afastado do centro, só fica perto das Pirâmides (mas só fui lá uma vez). Acabou sendo difícil me locomover já que no Egito os taxistas não falam inglês (diferente de Dubai). O hotel não está muito conservado, alguns detalhes de acabamento estavam quebrados e sujos. Como é um resort, tem vários restaurantes, mas não são inclusos na diária e achei um pouco caro, principalmente o refrigerante, que custava o triplo do que custava no centro de Cairo.

Fora isso, a piscina do Intercontinental Pyramids é maravilhosa (é enorme) e o café da manhã estava bom, tinha uma pessoa fazendo omeletes e panquecas, além de ter uma boa variedade de comida (melhor que os de Orlando, FL). Era possível fumar Narguile, mas não fumei. Na próxima ficarei no Hilton perto do Rio Nilo.

Nós, brasileiros somos um pouco enjoados (frescos) em relação à higiene, então podemos achar que os egípcios são um pouco relaxados, pois alguns jogam lixo no chão e não capricham tanto na limpeza dos locais públicos. Até nos restaurantes do hotel você pode perceber isso, mas não vamos generalizar pois existem egípcios maravilhosos, como o segundo guia que nos acompanhou.


Café-da-manhã:
O Egito é um dos países mais importantes do mundo árabe, oferece um mergulho na história, mas o que entristece é a pobreza e desigualdade social, mas apesar disso não se houve falar em assaltos. As mulheres devem evitar andar sozinhas, pois os homens não estão acostumados com as estrangeiras, pos nós olhamos diretamente nos olhos, sorrimos e conversamos com outros homens que não são nossos maridos, nós somos simpáticas e os egípcios confundem as coisas.
Abaixo foto da região central:

Em todo os lugares os egípcios puxam conversa, perguntam de onde você é, e quando falava que era do Brasil eles ficavam contentes, falavam de futebol e até dançavam (tentando sambar). Recomendaram-me não andar de mãos dadas com meu marido, mas depois de levar algumas cantadas resolvi andar agarrada com meu bem.

Passeios privativos
Não gostei muito dos passeios privativos, pois para todo lugar que íamos era um guia, um motorista, meu esposo e eu. Poderiam ter juntado os outros brasileiros que estavam pela mesma agência, pois caberia umas 8 pessoas no carro. Me arrependi de contratar os passeios no Brasil, pois se comprasse lá, iria com uma excursão, muito mais divertido e melhor para trocar experiências. O passeio para Alexandria vendido pelo receptivo da CVC custava 150 dólares por pessoa, já o vendido no hotel (indo em ônibus de excursão) custava 50 dólares. Fiquei chateada com a CVC. Nem sempre gosto de ir em ônibus de excursão, mas em um país com costumes tão diferentes dos nossos acaba sendo melhor estar com mais pessoas, para evitar ser enrolada.

As Pirâmides de Gizé ou Giza


O auge da minha estadia no Cairo foi sem sombra de dúvidas a visita às pirâmides, pois sempre ouvimos falar sobre a única maravilha do mundo antigo ainda remanescente, sem saber exatamente suas dimensões. Foi maravilho andar de camelo com um guia puxando, tirando fotos e falando “Smile”. Os camelos são muito altos, e andam dando uns trancos, pareciam que estavam mancando, mas são as patas afundando na areia. Meu camelo chamava-se Moises. Loved it!


Só para constar são três grandes pirâmides de Gizé (Quéops, Quéfren e Miquerinos), sendo que a maior delas tem aproximadamente 137 metros de altura, pois encolheu uns 9 metros com o passar do tempo (foi construída +ou- em 2500 a.C.). Cada pirâmide tem um conjunto de elementos para que seja considerada uma pirâmide egípcia, isto é, precisa ter um templo funerário, uma rampa, uma câmara mortuária e as pequenas pirâmides que são das rainhas.

Elas foram construídas com blocos enormes de pedra calcária e foram revestidas por mármore, mas só é possível ver um pouco desse revestimento no topo da pirâmide de Quéfren, que parece ser a mais alta já que foi erguida num terreno mais elevado.


A Esfinge também é algo bem imponente, já que foi feita a partir de um único bloco de pedra calcária e teria sido esculpida a mando do Faraó Quéfren, mas existem entendimentos de que ela seria muito mais antiga que seu reinado Quéops.


Subindo para chegar perto da esfinge:

Saindo de lá, fomos almoçar num restaurante estilo buffet (levados pelo guia) e depois da oração do guia seguimos para uma venda de perfumes, pois a elaboração de perfumes começou no Egito e algumas fragrâncias são exclusivas de lá (foi o que me disseram). Nessa perfumaria eles te servem a bebida típica de lá e depois de uma apresentação sobre os fragrâncias tentaram nos empurra a todo custo alguma. Elas são bem cheirosas, são óleos essências usados na elaboração de perfumes e muitas são parecidas com perfumes famosos. Eu, apesar de econômica, comprei seis fragrâncias, ganhei uns brindes, mas me arrependi mais tarde, pois devia ter levado somente a “Segredo do deserto”, que dizem ser afrodisíaca e responsável por fazer o faraó gostar mais de uma determinada rainha (se eu não me engano era a Nefertite quem usava e era a favorita do faraó).


Jantar no Rio Nilo
Pra variar, o guia veio com o motorista, Osama (ai que medo!) para levar eu e meu esposo para o jantar. Tinha um pouco de transito, o que é normal, mas como estávamos atrasados o Sr. Osama resolveu ir pela contramão, a 50 Km/h, numa ruasinha estreita.
Chegamos ao local, entramos num barco-restaurante para jantar no Rio Nilo (incluso no pacote). Primeiramente vimos o show de dança-do-ventre:

Teve também um show com um homem que ficava girando uma espécie de capa:
Enquanto jantávamos pudemos apreciar a vista a beira do Rio Nilo, são diversos hotéis, das melhores cadeias (Hyatt, Hilton, Sofitel, Sheraton, etc).

Khan el Khalili

É um bom lugar para ver artesanatos, lembrancinhas, mas não é muito convidativo para almoçar.
Estando no Egito lembre-se “Comprar é arte, pechinchar faz parte”. Alguns produtos chegam a 40% do preço inicial, percebia que estava pagando o preço certo quando eles ficavam com a cara triste. Lá tem que pechinchar mesmo, pois quando eles vêem o turista eles cobram um preço absurdo. Por um refrigerante, o vendedor cobrou 3 libras de um egípcio e 5 libras de mim. O comércio não usa etiquetas de preço nos produtos.
Os homens andam de mãos dadas, se co cumprimentam com beijos e na hoa do almoço fecham as portas das lojas para rezarem por uns 10 minutos, eles vão para a praça no khan el khalili (praça que sofreu um atentado logo depois que eu voltei).

A Mesquita de Mohamed Ali ou grande Mesquita de Alabastro


Já que 90% da população egípcia é muçulmana nada mais comum do que ver mesquitas espalhadas em todos os locais, visitei a Mesquita de Mohamed Ali, é bem grande e pode tirar fotos a vontade. É possível ver o túmulo de Mohamed Ali (não é o lutador). Um lugar bem interessante de se visitar. Não esqueça de tirar os sapatos ao entrar.













Museu do Cairo
Adorei! Muito legal poder ver famosa máscara dourada e os tesouros do rei Tu (Faraó Tutancamon), além de todos aqueles objetos antigos, pena não poder ver a própria múmia que se encontrava em outro local. Gostaria de ter passado mais tempo lá dentro, mas estava muito cansada. A foto abaixo quase não foi tirada, pois meu guia disse que ficaria com minha câmera porque lá dentro não é permitido tirar foto (pode não ser permitido, mas assim como no Louvre todo mundo tira foto), sorte que existem os celulares com câmera, só respeite e não usei flash lá dentro.

 

Tudo por dinheiro
Ainda nas pirâmides quis comprar umas lembrancinhas vendidas por ambulantes, mas o guia quase me arrastou pelo braço dizendo que eles são caríssimos e que iriam me enrolar, disse ainda que me levaria num lugar perfeito para tal. Sabe onde ele me levou? Numa joalheria! Bem que eu adoraria poder comprar mini pirâmides de ouro e prata para toda minha família, mas ainda não “estou podendo”. rsrs

Mais tarde descobri que o egípicios, devido à pobreza e aos costumes, são um pouco interesseiros, fazem tudo para ganhar um agradado, uma gorjeta e tentam levar vantagem em cima dos turistas, quando possível.

As Gorjetas ou “propina”: Como disse, não tinha problema em dar gorjeta, mas em todo lugar eles querem um “dinheinho”, até no banheiro do restaurante eles te dão o papel para secar a mão e depois abrem a mão para receber um agrado (pode?), o pior é que eles ficam na frente do rolo de papel para que só eles possam pegar. Um brasileiro do meu grupo se estressou com o carregador de malas que queria carregar a mala por 2 metros para depois receber a gorjeta (eles exageram um pouco).

Eles devem estar acostumados com os europeus, que são mão-aberta, pois ganham em euros (rsrs). Até o meu guia disse que seria de bom tom dar uma gorjeta para o guia (o próprio).

Conclusão:
Apesar dos perrengues, e diferenças culturais não me arrependi de ir ao Egito e, para falar a verdade, gostaria de voltar para aproveitar melhor sem me estressar.

DICAS:
O que fazer no Egito?
-Visitar o Museu do Cairo.
- Ver as Pirâmides.
- Andar de camelo nas pirâmides.
- Passear no Khan El Khalili.
- Conhecer a cidade de Menphis.


O que vestir no Egito?
-Eles estão bem acostumados com turistas, então precisa ter grandes preocupações, mas devemos usar o bom senso evitando o uso de decotes e roupas curtas (não há problemas em usar bermudas e blusinhas, afina quase semprel faz calor). Um detalhe é que as mulherres Para os homens não exitem ressalvas quanto ao que vestir, mas deve-se evitar demonstrações de carinhos em público.

Deixe para a próxima:
Se não for possível fazer tudo, deixe o Museu do Papiro para depois, a não ser que você ame a história da elaboração de papiro ou que tenha bastante tempo para aproveitar a cidade, pois eles tentarão te vender o papiro original por preços absurdos e eles não são minha idéia sonho de consumo. Que meu guia não me ouça, mas eu compraria nas lojinhas do Khan el Khalili. Bom, esta é minha opinião pessoal, não me levem a mal.

Para amantes de carro:
O transito do Egito é pior do que o de São Paulo, todos os carros tem batidinhas, então o melhor a fazer é alugar um carro com motorista que fale inglês.

Compras:
Compre lembrancinhas com os ambulantes, pois são ideais para quem quer levar pirâmides e canetas para toda a família. Produtos típicos são encontrados no Khan El Kalili.

Ainda não foi dessa vez:
Que visitei o farol de Alexandria nem o Canal de Suez.

No Egito, lembre-se:
- Fique num hotel do centro, é muito melhor para se locomover e comer em restaurantes conhecidos.
- Não se irrite com as gorjetas, tenha sempre uma moedinha em mãos ou simplesmente não peça ajuda e não dê.
- Pechinchar sempre, os preços podem cair pela metade.
- Para as mulheres, sempre é bom andar em grupo e de cabelo preso, pois quiseram tocar meu cabelo que é comprido.
- Compre lembrancinhas no mercado Khan El Kalili ou nas pirâmides.
- Não é compre fragrâncias de perfumes conhecidos (como 212 e Angel) compre os exclusivos do Egito (como o Segredo do Deserto). Eu me arrependi de comprar os conhecidos.
- Em outubro a temperatura estava bem agradável, uns 23º C, só um pouco frio para entrar na piscina.
- Vacine-se contra a Febre Amarela pelo menos 10 dias antes da viagem e leve o certificado internacional de vacinação junto ao passaporte caso lhe seja solicitado. Para ter o certificado basta levar sua carteira de vacinação válida, RG e CPF num posto da ANVISA (levei no posto do aeroporto de Congonhas).

Qualquer dúvida me perguntem...

7 comentários:

  1. Dica de Guia Turistico falando Portugues em Egito

    http://viagemehistoria.com/egito-dica-de-guia-turistico/#comments

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    1. Bom saber! Uma próxima vez que for ao Egito entrarei em contato.
      Abs

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  2. bom dia , boa tarde para todos meus amigos queridos brasileiros.
    e muito bom ver brasileiros escrevendo do egito bastante detalhes, mas acho para conocer egito de verdade precisa de ver e conocer atraves de falar com as pessoas andar pelo as ruas ,eu sou egipcio faz 10 anos trablhando com brasileiros como guia , no caso de
    precisar de ajuda nao fique com duvida de me escrever meu e-mil e

    egipto_1000@hotmail.com

    (http://www.youtube.com/watch?v=EL17IeqZDSw).


    bastante dicas sobre mim como guia voce acha nesse site


    http://glaucoadams.com/dica-de-guia-turistico-no-egito/

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    1. Para conhecer bem o Egito, acho que seria ótimo ter um guia falando português.
      Na próxima vez entrarei em contato para conhecer melhor o Egito.
      Olharei esse site que você falou.
      Abs

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    2. obrigada fiquei encantada com esse site .

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    3. ola amiga, eu sou moises e eu sou guia egipcio de turismo com experiencia de 15 anos e organizo viagens pra todo egito e tenho muitas referencia brasileiras se alguem quiser conhecer ao egito. meus contatos sao mosesmiromizo@gmail.com ou info@egitoviagens.com

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    4. Gostaria de receber informações sobre serviço de guia em português. Vamos ao Egito comemorar nossos 10 anos de casado
      gualvez_oliveira@hotmail.com
      nubiapsi@hotmail.com

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